terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ônix

Camafeu com Poseidon e Athena , ágata e ônix, Museu Arqueológico Nacional , Nápoles.

O Ônix era uma das mais importantes pedras de adorno e de uso terapêutico na Antiguidade.
 Vários povos tinham a pedra de Ônix como amuleto forte e poderoso. Os romanos a tinham como pedra de proteção. Os gregos acreditavam em poderes que a pedra tinha sobre o parceiro amoroso. O Ônix está entre os amuletos mais utilizados pelos Indianos contra magia negra e bruxaria.

Grupo de Quartzo : Família da Calcedônia
Sistema: Hexagonal
Comp. Quím : Dióxido de Silício
Cor : Negro ou  Marrom

Ajuda na concentração.
Traz vigor e força e promove a estabilidade.
Boa para momentos difíceis e confusos de nossas vidas. Alivia o estresse, combate a depressão e suaviza o medo.
Boa pedra para pessoas distraídas. Age como um tônico. Também benéfica para os que necessitam de autoconfiança ou para pessoas temerosas ou preocupadas em excesso.
Em nível físico, ajuda nos problemas de audição, os males do estômago e as úlceras.
Favorece o coração, os rins, os tecidos nervosos.
                      Pulseira de Prata 950 com fios de onix.(https://www.facebook.com/ramatjoias/)


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Alquimistas : Cientistas ou Sonhadores?

Alquimistas : Cientistas ou Sonhadores?




De onde terá surgido tal “ciência” que atraiu e fascinou tantos homens ilustres da Antiguidade? Muito provavelmente já com o homem pré-histórico, observando sua fogueira e a forma como transformava madeira em cinzas, frio em calor, rochas em vidro.
A História define como data provável do surgimento da Alquimia o período entre 300 a 1400d.C. Os Alquimistas eram homens que dominavam a metalurgia.

Segundo alguns historiadores teria surgido no Egito Antigo e sua invenção atribuída a Hermes Trismegisto, inventor de todas as artes.
Muitos povos praticaram a Alquimia. Em alguns países foi protegida e estimulada, no entanto em outros foi reprimida e perseguida.
A etimologia da palavra Alquimia é incerta porém acredita-se que derive do árabe al kimiya, cujo significado é: arte mágica da Terra Negra. Referência ao norte do Egito e ao Delta do Nilo. Os egípcios eram peritos em metais e acreditavam nos poderes mágicos de determinadas ligas metálicas.




Foi um estudo que mesclou razão com intuição e misticismo para tentar explicar as transformações da matéria. Basil Valentine, alquimista e monge beneditino, descreveu a Alquimia como a investigação dos processos naturais com os quais Deus encobriu as coisas eternas.
A principal meta da Alquimia é transformar metais “vis” em ouro.

Tudo teve início na antiga teoria de Aristóteles de que tudo é formado por quatro elementos básicos: terra, água, fogo e ar. Em diferentes proporções, sim, mas apenas pelos quatro.
Os Alquimistas deduziram então que ajustando as tais proporções uma barra de chumbo poderia transformar-se numa bela barra de ouro.




Sua busca constante era pela “Pedra Filosofal”, substância que misturada aos metais provocava a esperada transmutação. Segundo o alquimista Jacob Boehme a Pedra Filosofal é o espírito de Cristo que impregna a alma individual.
Muitos estudiosos dizem que tal idéia é muito simples para a verdadeira busca dos Alquimistas. 
Haveria outro objetivo por trás de tal conceito. Provavelmente a busca da purificação espiritual.
A intenção era o encontro do puro, no perfeito. Quem sabe a tal “Pedra Filosofal” fosse o caminho para a autopurificação, encontro da perfeição espiritual e conseqüente imortalidade.
Há diversos textos que mencionam o sonho da imortalidade por parte desses homens.

Isaac Newton foi um estudioso da Alquimia.




James Price foi o último alquimista a tentar provar sua descoberta da Pedra Filosofal, em 1783, no entanto após o fracasso de tal experimento ingeriu ácido prússico diante de seus colegas e morreu.

Mas eles foram mais importantes do que se imagina. Aperfeiçoaram processos químicos, tornaram conhecidas substâncias até então desconhecidas, contribuíram para o desenvolvimento de alguns remédios, entre outros.
Incrível a associação que homem faz da pureza ao ouro, metal tão apreciado até nossos dias e que não teve substitutos, apesar de toda a evolução tecnológia e espiritual do ser humano.
Bibliografia
Dicionário de Magia e Esoterismo
Nevill Drury - Editora Pensamento
Alquimistas e Químicos
José Atílio Vanin - Editora Moderna
Enciclopédia de Conhecimentos Esotéricos
Alfredo Nieva - Editora Professor Francisco Valdomiro Lorenz
Texto : Márcia Pompei Designer de jóias e professora de joalheria e especializações
no Atelier Márcia Pompei


Fotos : Internet

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A Estrela de 5 pontas- Pentagrama

A Estrela de 5 pontas- Pentagrama




Conhecido pelos antigos mesopotâmios (por exemplo, os sumérios), foi muito considerado por Pitágoras, que observou sua relação com o número áureo.
A maioria dos autores opina que o pentagrama foi primeiro conhecido e estudado pelos babilônios e que, daí em diante, o tomaram os pitagóricos devido à coincidente associação do pentágono regular com o cosmos e a ordem divina. Ainda assim, existe quem ponha isso em dúvida, pois o sumário atribuído aos neoplatônicos Eudemo de Rodas e Proclo menciona que os pitagóricos apenas conheciam três dos poliedros regulares, desconhecendo o octaedro e ao icosaedro.
A explicação dada é que eles os conceberam da forma dos cristais naturais e de uma dedução matemática, o que iria contra a herança babilônica.[2]
Desde então, se deu um uso místico-mágico e outro científico; na magia, o pentáculo com sua ponta voltada para cima significa o ser humano (durante a Idade Média, se esboçavam longos pentalfas para, sobre eles, se desenharem figuras humanas, e isto pode se verificar no célebre escrito de Leonardo da Vinci para o livro "A Divina Proporção", de Luca Pacioli). A magia tem o pentagrama como um de seus símbolos principais. 
Pentagrama
Na ciência propriamente dita, a estrela pentagrama é um interessante diagrama que descreve várias leis matemáticas: se encontra representada nos logaritmos, na sequência de Fibonacci, na espiral logarítmica, nos fractais etc..
Fonte : Wikipédia

A ESTRELA DE DAVID

A ESTRELA DE DAVID



Seu reconhecimento como símbolo exclusivamente judaico é um fato relativamente recente já que, na Antigüidade e mesmo durante a Idade Média, várias civilizações além da nossa usavam o hexagrama como símbolo místico ou puramente decorativo.
Edição 35 - Dezembro de 2001
Mas desde o século XIX a Estrela de David tem sido o símbolo mais usado entre os judeus de todas as partes do mundo. Usada por várias comunidades e instituições de todas as tendências, este símbolo pode ser visto em fachadas de sinagogas, assim como em seu interior, sobre o hechal (Arca Sagrada) , em parochet (cortina que cobre a Arca), em lápides e inúmeros outros objetos religiosos.
Durante uma das épocas mais terríveis da história do povo de Israel, quando praticamente toda a Europa estava sob o jugo nazista, estes obrigaram todos os judeus a usar uma estrela amarela nas vestes. Queriam transformar a Estrela de David em um símbolo de vergonha e de morte, mas para os judeus tornou-se um símbolo de sofrimento e heroísmo e da esperança coletiva de todo um povo.
A criação do Estado de Israel fez com que o símbolo marcado pelo sofrimento renascesse junto com a Nação Judaica. O Estado de Israel, o primeiro Lar Na-cional judaico após 2.000 anos de diáspora, ostenta na parte central de sua bandeira uma Estrela de David de cor azul
Para se traçar a origem da Estrela de David na história judaica devem-se levar em consideração dois aspectos. Primeiro, a evolução histórica do nome e do símbolo, que, como veremos mais adiante, ao que tudo indica, em seus primórdios não tinham ligação entre si. Segundo, a interpretação mística do Maguen David.
Evolução histórica
Desde a Idade do Bronze, utilizaram-se estrelas de cinco e seis pontas como decoração ou como elemento mágico, sendo encontradas em ruínas de civilizações tão diferentes e tão distantes como a Índia, a Mesopotâmia ou a Grã-Bretanha. Na Índia, por exemplo, algumas datam de cerca 3.000 anos antes da era comum. Há, ainda, hexagramas em igrejas medievais e bizantinas. No Islã era considerado um símbolo muito importante. A estrela de seis pontas também fazia parte dos emblemas de várias nações e atualmente pode ser vista na bandeira da Irlanda do Norte.
Mas antes de analisar sua evolução histórica, devemos ressaltar alguns aspectos importantes. A tradução literal do termo Maguen David não é Estrela de David, mas sim Escudo de David. O termo “escudo” ou maguen é muito usado nas orações e não se refere à estrela de seis pontas, mas é uma forma poética de referência a D’us, ou seja, à Sua proteção onipotente.
No Talmud, D’us é chamado “Escudo de David” (Pesachim, 117b). Ao afirmar que D’us é o “Escudo de David”, nós o reconhecemos como sendo o único Protetor do rei David e, conseqüentemente, também o nosso. Reconhecemos, assim, que foi unicamente graças à proteção e bênção Divina que o rei David conseguiu suas grandes vitórias militares. A cada Shabat, após a leitura da Haftará, reiteramos este conceito ao dizer “Abençoado sejas Tu, meu D’us, Escudo de David”.
Não está muito claro, porém, como o conceito de D’us como “escudo” acabou entrelaçando-se com a estrela de seis pontas. Há inúmeras suposições, entre as quais uma que afirma que o escudo do rei David era triangular e sobre ele estava gravado o “Grande Nome Divino de 72 Letras” juntamente com as letras hebraicas m, k, b e y (as letras da palavra Macabi).
Outra suposição é que o símbolo tenha surgido na época de Bar Kochba, no período de 132-135 da era comum. Segundo esta teoria, os judeus que lutavam contra as forças romanas adotaram escudos mais resistentes, em cujo interior foram colocados dois triângulos entrelaçados. Alguns estudiosos, entre os quais Rabi Moses Gaster (grã-rabino sefaradita da Inglaterra, de 1887 a 1918, e líder sionista), acreditavam que havia uma estrela de seis pontas gravada nas moedas cunhadas na época de Bar Kochba.
Ainda no Talmud (Gittin 68a) esta escrito que o rei Salomão possuía um anel no qual estava gravado o “Nome Divino de 72 Letras“ e que este anel o protegia contra as forças negativas. Porém, mais uma vez não é dada nenhuma descrição adicional. Muitas vezes o pentagrama – a estrela de 5 pontas – chamado de “Selo de Salomão”, termo usado tanto no Islã como em algumas comunidades judaicas, era usado no lugar do Maguen David. A estrela de cinco pontas também era considerada um símbolo de proteção Divina, mas no meio judaico seu uso acabou sendo abandonado.
O mais antigo artefato judaico com um hexagrama de que se tem notícia é um selo encontrado em Sidon, datado do século VII antes da era comum. Apesar de, na época do Segundo Templo, os símbolos judaicos mais comuns serem o shofar, o lulav e a menorá, foram encontrados pentagramas e hexagramas em vários achados arqueológicos. Um exemplo é o friso da sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era comum) e uma lápide (ano 300 da era comum), encontrada no sul da Itália.
Idade Média
O uso ornamental de estrelas tanto de cinco como de seis pontas estendeu-se durante a Idade Média aos países muçulmanos e cristãos. Entre os muçulmanos o uso do “Selo de Salomão”, como proteção, era muito difundido. Alguns reis, como o de Navarra, usavam a estrela de seis pontas em seu selo. O hexagrama é encontrado em igrejas e catedrais, assim como em sinagogas, como a de Hameln (Alemanha, 1280) e a de Budweis (Boêmia, século XIV). Iluminuras de manuscritos hebraicos medievais contêm hexagramas sem que lhes sejam atribuídos qualquer nome.
O mais antigo texto que faz menção ao Maguen David como o escudo protetor usado pelo Rei David pode ser encontrado em um alfabeto místico que remonta ao período gueônico e era utilizado pelos sábios asquenazitas do século XII. Mas, neste caso, acreditava-se que o que estava gravado no escudo era o Grande Nome Sagrado de 72 letras. O termo Maguen David ainda não estava ligado à estrela de seis pontas e não está claro o que teria provocado a substituição do “Grande Nome de 72 letras” pela figura geométrica. Depois desta época, o uso do Maguen David tornou-se difundido em manuscritos medievais como proteção.
Também são da Idade Média os primeiros amuletos de proteção em que aparece o hexagrama. Entre os séculos X e XIV, são encontrados em mezuzot.
Mas até o século XII, o termo Maguen David não tinha ainda um vínculo com a estrela de seis pontas, já que havia várias hipóteses sobre o que estava gravado no escudo que o rei David usava nas batalhas. Por exemplo, segundo a obra de Rabi Isaac Arama, Akedat Itzhak (século XV), o que estava gravado no escudo do rei era o Salmo 67 disposto em forma de menorá.
Mas é no texto cabalístico Sefer ha-Guevul, de autoria de um neto de Nachmânides, do início do século XIV, que podemos encontrar o mais antigo testemunho do uso do termo em relação à estrela de seis pontas. O hexagrama aparece duas vezes nesse texto, sendo chamado em ambas de Maguen David.
Já a partir do século XIII, na Espanha e na Alemanha, são encontrados manuscritos bíblicos nos quais partes da messorá – tradição oral - são escritas em micrografia, em forma de hexagrama. E até o século XVI, os sábios cabalistas acreditavam que o Escudo de David não deveria ser desenhado com simples linhas geométricas. Deveria ser composto com determinados Nomes Sagrados e suas combinações, segundo o padrão dos manuscritos bíblicos, nos quais as linhas eram compostas com textos da messorá.
O uso oficial
Foi no século XIV, em Praga, capital da Boêmia, que o Escudo de David foi usado pela primeira vez de forma oficial para representar uma comunidade judaica. No ano 1354, o rei Karel IV concedeu à comunidade judaica o privilégio de ter sua própria bandeira. No fundo vermelho, foi colocado o hexagrama, a Estrela de David, em ouro. Documentos referem-se a este símbolo como sendo a “bandeira do rei David“. Em Praga, a estrela de seis pontas – sempre chamada de Maguen David – passou a ser usada tanto em sinagogas, como no selo oficial da comunidade e em livros impressos.
O símbolo logo se difundiu e, a partir do século XVII, tornou-se o emblema oficial de várias comunidades judaicas e do judaísmo em geral. Em Viena, em 1656, foi usado em uma pedra que marcava o limite entre os bairros judeus e cristãos, junto com uma cruz. Ao serem expulsos de Viena, os judeus levaram o símbolo para outras localidades para onde se transferiram, a Morávia e Amsterdã. Em 1799, a Estrela de David foi usada para representar o povo judeu em uma gravura anti-semita. Em 1822, ao ser agraciada com um título de nobreza pelo imperador austríaco, a família Rothschild a usou em seu brasão.
Foi considerada, assim, um símbolo especificamente judaico no decorrer dos séculos XVIII e XIX na Europa Central e Oriental, espalhando-se pelas comunidades judaicas da Europa Ocidental e do Oriente Médio. Quase todas as sinagogas exibiam a Estrela de David, algumas em sua fachada; outras instituições, como as sociedades beneficentes, usavam o símbolo em seus documentos. Segundo um dos grandes rabinos deste século, o Rabi Moshe Feinstein, o rei David usava o Maguen David, o símbolo de seis pontas, para que o Todo- Poderoso o protegesse nas batalhas. O movimento sionista a adotou como emblema de sua bandeira e do primeiro número do periódico sionista de Theodor Herzl, Die Welt. Os fundadores de Rishon L’Tzion também a colocaram em sua bandeira, em 1855. A Estrela de David tornara-se o símbolo de novas esperanças e de um novo futuro para o povo de Israel.
Mas foram os nazistas que lhe conferiram uma nova dimensão. Em 1933, Hitler, ao decidir que os judeus deveriam usar uma marca em suas roupas para que pudessem ser facilmente reconhecidos, escolheu a “Estrela Judaica” – como era chamado, em tom pejorativo pelos nazistas, o Maguen David. Ao querer fazer deste um distintivo da vergonha que acompanharia milhões em seu caminho para a morte, tornou-o símbolo de um povo. Símbolo de sofrimento e morte, mas também de esperança.
Quando o Estado de Israel escolheu como emblema do novo Estado judaico a menorá, manteve o Maguen David na bandeira nacional. Atualmente, a Estrela de David é o símbolo de uma nação independente. É o símbolo de um lar nacional para todo e qualquer judeu.

Bibliografia:
Encyclopedia Judaica
Létoile de David : symbole juif ?- Kountrass

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Cristal Murano, de Veneza





cristal Murano tem sido um famoso produto da ilha Veneziana de Murano por séculos. Localizado fora da costa de Veneza, Itália, Murano foi um porto comercial a tanto tempo que fica entorno do século VII. Pelo século X se tornou uma conhecida cidade de comércio. Hoje Murano permanece como destino para turistas e amantes de arte e de joalheria.


Murano, embora descrita como uma ilha da Lagoa de Veneza, é de facto um arquipélago de sete ilhas menores, das quais duas são artificiais (Sacca Serenella e Sacca San Mattia), unidas por pontes entre si. Tem aproximadamente 5500 habitantes e fica a somente 1 km de Veneza. Murano é um local famoso pelas obras em vidro, particularmente candeeiros.


Murano foi fundada pelos romanos, e desde o século VI foi habitada por gente procedente de Altino e Oderzo. A principio, a ilha prosperou como porto pesqueiro e graças à produção de sal. Era um centro de comércio. Com o porto controlavam a ilha de Santo Erasmo. A partir do século XI a cidade começou a decair devido a muitos habitantes se mudarem para Dorsoduro. Tinham um grande poder local, como o de Veneza, mas desde o século XIII Murano foi governada por venezianos. Contrariamente a outras ilhas da lagoa, Murano cunhava as suas próprias moedas.
Em 1291, todos os cristaleiros de Veneza foram obrigados a mudar-se a Murano devido ao risco de incêndio, porque a esmagadora maioria dos edifícios de Veneza era construída em madeira. Durante o século XIV, as exportações começaram e a ilha ganhou fama, inicialmente pelo fabrico de missangas de cristal e de espelhos. O cristal aventurine foi inventado na ilha e, durante algum tempo, Murano chegou a ser o maior produtor de cristal da Europa. O arquipélago, mais tarde, ficou conhecido pelo fabrico de lustres. Embora tenha havido grande queda durante o século XVIII, a cristalaria continuou a ser a industria mais importante da ilha.


No século XV, a cidade tornou-se popular como lugar de férias dos venezianos, e construiu-se um palácio, mas esta moda extinguiu-se depois. O campo da ilha era conhecido pelas suas árvores de fruta e jardins até ao século XIX, quando começaram a construir-se mais casas.

As atrações da ilha são a Igreja de Santa Maria e São Donato, conhecida pelos seus mosaicos bizantinos do século XII, e porque se diz que alberga os ossos de um dragão que matou São Donato; a Igreja de São Pedro Mártir e o Palácio da Mula. As atrações relacionadas com o cristal incluem muitas obras neste material, algumas delas da época medieval, em espaços abertos ao público. Há um Museu do Cristal (Museo Vetrario) que se encontra no Palácio Giustinian.

VÍDEO : Mestres do Murano


https://youtu.be/CNu8qoTREFk



Sobre o Coral

                                                                 O CORAL



A origem do coral se perdeu nas brumas da lenda há séculos: Ovídio em seu "Metamorphosis" e Plínio, o mais velho em sua "Naturalis historia" tanto coral atribuída a mesma gênese mítica; o sangue da cabeça da terrível Medusa, cortada por Perseu, escorria para o mar e se transformou em coral.
Com a sua cor quente e brilhante, as suas origens marinhas, a sua natureza ambígua, coral deve ter tido um efeito profundo sobre os povos do Mediterrâneo, os  primeiros que começaram a trabalhar e a sua divulgação em todo o mundo.

Não é uma planta, mesmo que ele tem filiais e, como André Peyssonnel, um médico de Marselha, descoberto apenas no início do século 18, não é mesmo um mineral, embora seja petrificado.

É, de fato, a secreção de calcário de uma colónia de pólipos.

O coral mediterrâneo vermelho fascinam todas as pessoas que entraram em contato com ele, criando ligações especiais entre eles, com base em suas competências, maravilhas foram reconhecidas.

Alguns sítios arqueológicos na Sicília, Sardenha e Síria, onde ornamentos em coral foram encontrados, nos levaria a crer que o coral já era conhecido há milhares de anos, mas é evidente que os antigos gregos valorizando-o como uma jóia ou como um medicamento .

Alexandre, o Grande tinha um ambicioso plano  para unificar o Oriente e o Ocidente como um grande império, não só através de campanhas militares, mas também através de intercâmbios culturais melhorados pelo comércio pesado, juntando povos de diferentes culturas e costumes e, assim, ajudou a difusão de coral em lugares tão distantes como Índia.
Plínio dá indícios precisos deste propagação em sua "Naturalis Historia", dizendo: "índios valor coral tanto quanto valor Romanos pérolas indianas, o custo varia de acordo com a importância dada por cada população".

A pesca de coral e de trabalho foram realizadas em todos os países do Mediterrâneo e de lá, coral foi exportado para o mundo conhecido, seguindo reverter as rotas utilizadas para importar especiarias, seda, pomadas e outros bens preciosos.

Apesar da distância significativa, coral tornou-se profundamente enraizada nos costumes desses povos nômades do leste onde foi mesmo usado como um ornamento para seus cavalos, como uma proteção antes das batalhas.

Parece que a pesca sistemática e trabalho de coral na Itália começou em Trapani (Sicília), onde os artesãos logo se tornaram mestres escultores, especializadas na inserção de pequenos pedaços de coral vermelho para os artefatos decorativos de ouro usados ​​em paramentos religiosos e objetos de decoração.

Esta arte foi estimado pelos judeus locais, que, uma vez que eles foram forçados a fugir, levaria o seu conhecimento onde quer que eles se estabeleceram; é por isso que o título de "capital do coral" tem muitas vezes se mudou, fazendo com que a ascensão e queda de Trapani, Genoa, Livorno e Marselha.
Desde 1400 Torre del Greco tem sido conhecida como um centro de especialistas dedicados à arte de pesca de coral.

Seus pescadores famosos eram tão hábeis em seu ofício que se aventuraram na medida em que as costas africanas com seus pequenos barcos chamados "coralinas".

Infelizmente sua vida foi feito muito difícil no século 18, devido aos perigos de ser atacado por piratas árabes e a rivalidade e atrito com o francês Compagnie Royale d'Afrique, que estava tentando impor o monopólio da pesca de coral.
Como resultado, em 1780 pescadores de coral de Torre pediu ao governo Bourbon para mais proteção e regulação para a sua indústria, e esta petição levou à publicação oficial do "Código Coral" em 1790. Além disso, a conveniência de localizar o trabalho e venda de coral em Torre del Greco em si, onde a matéria-prima foi facilmente disponíveis não passou despercebido.

Em 1790, a "Royal Coral Company" foi estabelecido, que concedeu as pessoas de Torre de um monopólio em seu precioso "ouro vermelho".

Infelizmente, esta empresa não foi bem sucedida e os esforços dos Bourbons para suportar um impulso inicial de coral-de trabalho "in loco" não deu os resultados desejados, mas em pouco tempo, a mesma missão foi realizada por Paolo Bartolomeo Martin de Marselha, que em 1805 obteve uma licença de 10 anos e monopólio por Ferdinand IV (também aprovado um ano mais tarde por Joseph Bonaparte) e, finalmente, construiu a primeira fábrica em Torre del Greco, em 1805.

Desde então, a história de coral em Torre del Greco cresce confunde com a história da família de De Simone, de facto, um ancestral de sua provavelmente trabalhou como aprendiz na fábrica da Martin e mais tarde, em 1830, montou seu próprio negócio.

Do site : http://www.antoninodesimone.it/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pérolas de água salgada

Pérolas de água salgada





São as pérolas que se usam desde a antiguidade.
Antes a única forma de conseguir-las era mergulhando, em áreas onde costumavam ter tubarões e medusas, colocando em risco a vida do buscador de pérolas. 
Tinha que pegar as ostras e abrir-las para ver se havia uma "surpresa". 
São as pérolas mais caras por sua qualidade, mas também porque é um recurso muito escasso. Atualmente estas pérolas são peças de colecionador e são pérolas antigas, já não se buscam estas peças para comercializar-las.

Hoje em dia pode criar as ostras em viveiros e cultivar pérolas colocando dentro delas um núcleo. 
O resultado é o mesmo que no processo totalmente natural, a única diferença é que o ser humano induz o processo no lugar de esperar que aconteça sozinho.
Nas ostras se coloca um núcleo duro, normalmente uma conta feita com pedaços de outros moluscos. Ao detectar a invasão o animal pode reagir criando a pérolas ao redor do núcleo. 
Depois de um certo tempo, que pode ser anos, tem que abrir a ostra e ver se formou a pérolas e se têm a qualidade desejada. O processo pode ser feito por Raios X.

Entre as pérolas cultivadas de ostra, podemos destacar as pérolas de Tahiti, com uma cor escuro característica entre o azul, e prateado, o verde e o roxo.
A cor Tahiti se costuma ver em pérolas cristal que imitam estas extraordinárias jóias.
As pérolas Akoya são do Japão e é uma das primeiras pérolas que foi cultivada. 
Têm mais brilho que qualquer outro tipo de pérolas. São pérolas pequenas porque estas ostras são das mais pequenas que produzem pérolas.
Destaca-se também as pérolas australianas e as Mabe.

Tecelagem em Ouro

Tecelagem em Ouro 




Você já pensou em ter uma roupa feita de ouro? Não apenas adornos sobre um tecido de fibra natural mas um verdadeiro tecido delicado feito com fios de ouro???
Pois é, isso existe...



A joalheria japonesa Ginza Tanaka, do grupo Tanaka Kikinzoku, elabora delicados tecidos compostos por fios de ouro muito finos.
Trata-se de uma antiga técnica que foi resgatada pela empresa que completou 115 anos em 2007. Nos tempos antigos eram tecidos 3 cm por dia, hoje a indústria consegue concluir um maiô como o visto na foto em 32 dias. Para essa peça foram usadas 300 bolas de fios de ouro. O designer responsável é Mr. Akihiko Izukura.
A técnica utilizada hoje tem como base a tradicional e antiga técnica chinesa chamada “Raori”, do período Asuka, no século VII. Pouquíssimas peças podem empregar essa técnica visto a delicadeza e fragilidade do material, além da dificuldade na manufatura.
Os fios de ouro aplicados nessas peças foram exclusivamente desenvolvidos por Tanaka Denshi Kogyo, empresa do grupo Tanaka Kikinzoku. Esse fio é chamado “fio de ligação”. O ouro é fundido e vazado em uma forma alongada e fina. O principal objetivo da sua utilização é para o material semicondutor, para ligar os dois eletrodos.
O vestido mostrado na foto está avaliado em 30 milhões de yen.
Ginza Tanaka esteve sempre preocupada em desenvolver e aprimorar técnicas que pudessem potencializar o uso do ouro e da platina em diversas formas e peças, os produtos de tecelagem em ouro são parte desse grandioso projeto.
É a sabedoria de nossos ancestrais mesclada à versatilidade e facilidade de nosso tempo informatizado criando belezas ainda maiores.

Para mais detalhes visite o site da joalheria: http://www.ginzatanaka.co.jp e fique ainda mais encantado com esse trabalho.


            
Do Blog : http://www.joia-e-arte.com.br/Joiasnomundo/japao.htm